quinta-feira, dezembro 17

...


Lugar vazio, um grito ao vento.
Alucinação de um corpo em movimento?
Desejo familiar, meta da vida.

Saudade,
Dor no peito sentida!
Dor que tenta encher um lugar.

A tua ausência dói.
Lágrimas caiem
Presença do vasto vazio em mim.


quarta-feira, dezembro 2

Palavras que vagueiam...

Deixo-me adormecer no silêncio da noite, deixo-me levar por pensamentos espalhados de um sítio qualquer. Invado as estrelas e encontro um grande vazio, os meus pensamentos vagueiam como castigo nas alas do vento que sopra de norte.
Escuto cada palavra tua não dita, cada letra que não me escreveste, procurando simplesmente, perceber para onde elas foram, e onde eu tanto queria que elas me levassem. Só, mortificada, num espaço vazio onde me tento encontrar dentro deste nada que sou, dilacerada deixo-me cair sobre o disfarce das estrelas que a noite sombria e gélida, prostra sobre mim. Sinto-me perdida no lugar eterno de um abraço teu que me faz largar tudo e me leva para lá de todos os limites… do meu olhar.

quarta-feira, novembro 25

Refúgio...

Visito o mar no silêncio da tarde, súplica firme do teu silêncio que me leva a querer ficar aqui no limite destes dois mundos, recordo os sentimentos que no passado fustigaram a minha alma. O sol ergue-se espelhando a luz da lua que repousa já para lá do horizonte, o sol retalha com o calor e o brilho, o azul do oceano vasto que se alastra até onde o meu olhar consegue alcançar. O bater das ondas nas lajes da margem é o único som que consigo entender, a brisa do mar devasta-me o corpo, e silencia-me a alma. O meu olhar afastado, poisa no cintilar vasto que paira no horizonte, revejo momentos meus já passados, sinto um ar intenso de metade de mim que flutua no tempo. É aqui, que a minha alma se sente mais próxima da sua essência, é aqui que me sinto mais completa, sabendo que também tu me sentes aqui.
Neste encontro secreto onde eu estou, onde tu estás … onde continuamos sós… unicamente as almas estão unidas, os corpos aguentam-se na distância continuando à espera de um futuro que nos faça voltar ao passado.

quinta-feira, novembro 19

amar é...


Amar é só…
Amar!


É banal
Todos amam
Mas o meu amor por ti
é diferente,
amo-te… amando-te
Docemente, afastada
amando-te muito.


(Estas palavras podem não dizer nada, mas foram ditas para ti, espero de alguma forma que também sejam recordadas, estão aqui para te lembrar... com todo o meu amor.

sábado, novembro 7

A cada segundo...

Espero pelo tempo que passa lentamente, suporto com dor a dura realidade, percebo que a cada segundo martela na minha alma a dor que a vida me impõe deixando-me o corpo preso. A prisão do dia-a-dia arrasta-se a meus pés pede-me para ficar, para assim me massacrar o corpo. Cansada a alma à muito que perdeu asas, entreguei-as, devolvi-as para não mais ver as ilusões dos sonhos de que me alimentava.
Quero devolver o corpo qual fato alugado em noite de festa, mas ninguém o aceita. Quero partir, quero comprar um bilhete só de ida, e não mais voltar… mas a realidade recusa-me a alegria de poder voar para lá do horizonte, nega-me a paz que o corpo chama, nega-me tudo porque afinal apenas mereço o nada.
O tempo detêm-se a cada minuto para me lembrar que tenho de senti-lo passar, na alma a dor que provoca cada paragem entre os segundos que passam, o corpo fractura-se deixando-me dobrada sobre o fardo da realidade.
Deixei de sonhar, apenas porque deixei de dormir e a alma esgota-se ao perceber que este não é mais o meu mundo.

quarta-feira, novembro 4

Lágrima de Silêncio...

Lágrimas de silêncio congeladas
Escorrem até aos meus lábios.

Saboreio-as como quem prova
O sabor do mar
Mar que mostro em gotas
De silêncio de não mais te tocar.

De tanto beber destas gotas
Vou afogando-me nesse mar
Morro assim no silêncio
De não mais os teus lábios beijar.

Triste silêncio
Das tuas mãos não poder tocar
Oiço o que resta de ti…
Um nada… Um lacrimejar.

sexta-feira, outubro 30

O que nos une...

É no bico desta caneta que te adivinho, que revisto com a ponta dos dedos os campos vazios de um corpo por delinear, arranco sombras traço contornos faço o tempo esperar por ti adiando o próximo segundo com a própria respiração. Prego as mãos no peito, agito a minha alma à procura da tua, seguro com a delicadeza e com a força de quem segura uma porcelana fina e delicada. Diante de ti sou mulher com sentimentos concretizados, a tua imaginação deu-me corpo e cobriu a minha alma de vida, pudeste-me tocar antes mesmo de te ver, pudeste-me sentir mesmo antes de a ti chegar.
Neste universo, onde os sentidos subjugam o corpo, onde o vazio está perfeitamente cheio de nós, as palavras são ecos que apenas comprovam o que sinto por ti.
É como elos de uma corrente que a ti me liga, é como um segredo que deposito nos ramos da eternidade. Por entre todo este espaço imenso os sinais, as imagens, as palavras são feitos de pedaços meus e teus, que marcam e reconhecem sem erros, o verdadeiro sentimento que nos une.

quarta-feira, outubro 21

Tão perto...


Esta gota infinita onde condenso todos os momentos de várias vidas.
Nestes momentos em que me fecho sobre a minha alma.



Mesmo não estando a teu lado vejo-te todas as noites, retrato cada imagem tua, cada instante nosso. Risco sobre esta folha os traços que decorei de ti, adapto a cada palavra partes do teu corpo que tanto desejo. Nesta folha de papel que é o meu mundo, crio cada aresta da tua imagem uso as cores da tua pele e o perfume do teu corpo. Aponto as formas simétricas da tua alma que conheço desde que te vi pela primeira vez. Nos espaços das palavras impõe-se o sentir com que te escrevo, é como uma borboleta que ganha asas, invadindo o firmamento do céu pela primeira vez. Neste lugar nosso mágico, onde a noite e o dia se baralham num pôr-do-sol eterno, deixo cair do meu olhar uma lágrima de saudade, uma gota dessa tão ansiada eternidade que carrega dentro o sal da vida e o aroma da tua alma. Adormeço a cada noite com o melhor de ti, acordo de cada sonho com o rosto ainda dormente, carrego-te em cada amanhecer com as marcas dos teus lábios, nos meus.
Sabes, estarás comigo em todas as noites da eternidade dos tempos e descobrirei que em cada raiar de um novo dia, continuarás aqui tão perto… tão perto de mim.

quarta-feira, outubro 7

Instantes de solidão...

Olho para o horizonte na expectativa de encontrar o limite entre a terra e o céu, quero espalhar pelo universo a minha solidão, a minha vontade de ficar só. No limiar deste momento, quero deixar para trás tudo o que alcancei, olho o futuro sem ver o que vem, vivo apenas o conforto deste momento em que me deixo compreender pelo silêncio. Devoro todos os sons que o futuro me quer trazer, sofro com o toque da brisa fria deste ar que me acaricia a face, deixo que o silêncio me consuma na solidão deste instante, em que o dia adormece nos braços da minha noite.
Desisto, deixando que os pensamentos escapem para esse universo que à minha frente se prolonga. Acredito, libertar-me deste corpo velho e usado que não me pertence, quero ganhar novas asas, voar de novo, numa liberdade há muito subjugada. Sentada espero que a noite me agarre num alongado instante de solidão.

quinta-feira, setembro 24

A rosa que um dia me deste...

Serei palavra morta, destituída, vazia que se perde entre frases?
Serei texto sem criador, obra despojada de senso?
Sou um nada, feita de muitas coisas, sou um pouco de tudo, de todos.

Letras submersas num oceano de verbos, sozinha na constante procura do que não encontro.

Cruzei-me contigo um dia, num recanto de um sonho, numa parte esquecida do Universo. Sentia-me como uma alma desprovida de corpo, como que um corpo vazio de alma, tu surges como se fosses o meu refugio. E num olhar que se cruzou, na força dos sentidos, instalei-me em teu peito e tu… tu abraçaste-me.
Acolheste-me em ti como uma boca sedenta, recebe a água fresca. Abriguei-me no teu corpo, no teu calor, como um mendigo que ganha um agasalho em pleno inverno. Agora tu és o corpo despido, e eu?
A manta que te cobre a pele, transportando nas mãos a rosa que um dia me deste.

quarta-feira, setembro 9

Tatuagem...

Como conseguir tatuar em mim momentos e palavras que um dia me disseste? Gostava de guardar na pele para poder mostrar a todos essa felicidade e esse amor que um dia colocas-te na minha alma. Mas será que o que sinto de tão meu alcançaria outra dimensão só por estar em forma de tatuagem?
Não acredito...

Tu és a minha tatuagem, embutida em mim em forma de imagem escondida que vai mudando com a lenta transformação do meu corpo, com o fomento do meu ser, porque afinal, tu também mudas ao meu pequeno sinal de mudança.
Eu e tu já somos uma história, uma vida em duas vidas fazendo com que seja o tempo a moldar em nós a nossa tatuagem.

sexta-feira, setembro 4

Silêncio Perfeito...












Perfeito,
A tua pele contra a minha
A nossa música que a recordação
Ceifa dentro de mim.
Tens na tua boca palavras soltas
Nos meus cabelos os teus dedos
Nos meus olhos, o teu olhar.
Sinto o bater do teu coração
Nos meus ouvidos,
Como o som de um poema
Que me ofereces sem saberes, e que,
Neste silêncio perfeito, existes só para mim.

terça-feira, agosto 25

E porque eu também...Parti

Oculto-me de novo em mais uma noite escura, onde o brilho da lua se apagou no vazio da tua ausência. Onde a luz da Lua se apagará de novo com a aparecimento do dia. A realidade é esta e consome-me os sonhos, apaga-me os sentidos e dilui as tuas palavras em imagens feitas de nada. É na luz deste novo dia que as minhas forças se sucumbem, como um castelo feito de areia que se desfaz à primeira onda da maré. Fiquei só, comigo mesmo, neste mar de palavras, agora desprovido de sentidos, porque já nada para mim faz sentido. De alma vazia, deixo cair por chão os sonhos que planeei noite após noite.
A tua alma, grita-me, implora, quer sair de mim, e eu? Porque não lhe abro a porta?
Quero ter coragem abrir-te a porta e deixar-te partir, com a liberdade que te deixei entrar, mas não é fácil deixar-te ir… As noites sem ti serão longas de mais, escuras e frias, deixas-me o corpo adormecido, e o espírito este ausenta-se para te procurar mesmo sabendo que não encontrarei mais o caminho para chegar até junto de ti, sabes até o mapa que me guiava é agora uma folha de manuscrito, vazia de referências. A luz que me conduzia até a ti está agora apagada e o brilho do teu olhar escondeu-se há muito tempo do meu. A Lua, companheira da minha noite, fechou-me a porta, deixando apenas um pequeno raio de luz no céu escuro da minha noite, hoje demasiado longa.
Hoje perdi-te, sem nunca teres sido meu.

terça-feira, agosto 11

Sentir as tuas palavras...

Descanso nas estrelas escuto o silêncio atroador que me inquieta. Consigo perceber que é frágil a linha que nos separa e que é grande o caminho que nos quer unir. Vagueio no sem fim que é o mar de estrelas à procura do silêncio que me corta. Encontro-me no negro do céu, perco o brilho das estrelas, observo a Lua e procuro respostas no silêncio que ela me dá. Tento seguir o que me perde, e consumo-me no vazio das Palavras. Preocupa-me não as ouvir, não as sentir mesmo sabendo que elas estão lá, que tu as vês, que tu as sentes, que tu as pensas... mas que não mas dizes.
Sei que elas estão no final do extenso caminho escondidas pelas nuvens que escondem o céu que vagueio, palavras sem vontade de se descobrirem. O silêncio continua atroador, mas andarei, lutarei pelo extenso caminho até ultrapassar a linha que nos separa, e como quem abre uma porta, encontrarei a vontade às Palavras. Pois melhor que ouvir as tuas Palavras é senti-las espelhadas no teu olhar.


segunda-feira, agosto 10

10...Agosto

Naquele momento em que olhei para ti, fiquei atraída pela tua energia interior, pela doçura que o teu sorriso me transmitiu, o teu olhar meigo que me deixou perdida no tempo.
Senti-me como que deslocada do planeta, como se tudo à volta deixasse de existir, como se existíssemos apenas nós. Sem dar por mim, fui perdendo a cabeça por alguém que nem conhecia mas que aos poucos foi-me mostrando um pouco daquilo que eu queria. Nem sei bem o que procurava, mas comecei a sentir que a incerteza foi acalmada com o passar do tempo e com a tua presença mais assídua.
A seguir encontrei a necessidade de te descobrir, precisando sentir-te cada vez mais perto da minha vida. Hoje e depois do que vivi a teu lado guardo um todo de sentimento, em resumo: o facto de se Amar alguém, no lugar de se mostrar, não é boa escolha para segurar a pessoa de quem se gosta. Gosto de ti de uma maneira especial… e se amar é liberdade das nossas escolhas, então quero amar-te e se possível para sempre.

(a ti, obrigado)

domingo, julho 26

A dor do Amor...


Hoje, choro o meu maior amor,
Metade da minha alma...
Hoje é o luto, que nunca me poderá deixar.

sexta-feira, julho 17

Finalmente Férias...

Entrei de férias...Finalmente!!!
Uns merecidos dias de descanso depois de um longo ano de trabalho. O blog vai estar uns dias parado, mas podem continuar a enviar os vossos comentários. Desejo boas férias a todos, ou bom trabalho caso tenha mesmo de ser!


Bjos

quarta-feira, julho 15

No teu abraço...


No teu abraço,
No teu abraço apenas,
O único lugar onde me encontro,
É no teu abraço onde me aconchego.
Esse abraço
Carapaças pequenas,
Onde adormece
O meu desassossego.

sexta-feira, julho 10

10...Bom Dia Amor...

A madrugada rompe por entre os cortinados que cobrem as janelas do quarto. Eu fiquei, a noite toda a olhar para ti, guardei o teu sono como se fosse o teu anjo da guarda. Os raios de sol vêm acariciar-te a face, e mostram a tua sensualidade, iluminando cada contorno do teu corpo que tanto amo.
A tua respiração lenta mostra a tranquilidade que te invade não só o corpo, mas especialmente a alma. Contemplo-te, alcanço a certeza que fazes parte de mim como se fosses a outra metade do meu ser. De mão na tua seguro-a, abraçada a ti manténs-me quente, contra o teu corpo.
O dia este agita-se, mas aqui duas almas estão unidas, num abraço apertado. Aqui o tempo impede a agitação do dia e o quarto é como um templo onde o sagrado e o profano se baralham, onde o amor é vivido por nós.
Na mesinha de cabeceira o relógio, no seu rodar fixo, arrasta-nos aos dois para a realidade de um dia pronto a começar, acordas, abres os olhos de mansinho e dizes-me: Bom dia amor.



terça-feira, julho 7

"a Morte"

Estás em cada esquina, convidas-me a agarrar o teu braço queres que abandone o corpo deixando a vida, para te abraçar e partir contigo de mão dada na escuridão da noite. É do outro lado da rua que uma luz me chama pelo nome, diz-me que é por ali o caminho, é por ali a vida.
Olhas-me em cada esquina, escondes-te na sombra de cada beco. Andas atrás de mim como se da minha própria sombra se tratasse. Olho-te nos olhos, vejo-te a cara, assustas-me, porque vejo um vazio e um olhar assombroso. Delicado equilíbrio entre o normal e a queda, entre a redenção e a salvação, entre a morte e a vida. Um dia eu sei que serei tua, és perspicaz, és paciente, persistente, e sei que a vitória um dia será tua.
É inevitável, um dia as correntes vão quebrar, e nessa noite aceitarei ir contigo, levar-me-ás. Mas até lá deixo-te na esquina, a porta esta fica entreaberta para o próximo encontro.


Era na tua companhia que encontrava tranquilidade, mas por força do destino perdi-te. Hoje o meu coração, encontra um largo e carinhoso lugar para se deitar, é na recordação dos teus brinquedos no cheiro a cão, no vazio da casa, que com lágrimas mergulho a dor e a saudade para te encontrar.
Acompanhas-me sempre para sempre… para ti kuka.