sexta-feira, setembro 24

amor (des)ordenado


amor porque continuamos nós a levar a cabo uma relação louca como a nossa? feita de ventos que mudam ao mais simples sopro, onde o amor e o ódio não se aguentam nem por nada, onde estes se cruzam num vai e vem desnorteado. os dois conseguimos atormentar a ausência que fica despida e indiferente sentimentalmente, somos como uma peça de teatro aborrecida que não se aguenta cheia de cenas falhadas e personagens repetidas que se repetem cena após cena. camuflamos os sorrisos, as lágrimas, as palavras e principalmente os silêncios. não nos entendemos, nem tu compreendes o que te deixo nos intervalos das palavras que te escrevo. gosto quando me ligas e me dizes “ não me digas nada que não vale a pena”, mas tu sabes porque acontece… é pelo facto de não suportar toda a distância que nos separa. não te desarmes de mim, pois não te quero saber de cor como quem decora a tabuada, transmite-me antes a sabedoria do teu ser. estou cansada deste puxa e empurra, destas brincadeiras de criança a ver quem cai primeiro no jogo do elástico onde já vezes sem conta os meus joelhos esmigalhados fizeram do chão o seu lugar preferido. continuo então este feio diálogo em que transformo o nosso amor, não te magoes amor meu, porque este amor para lá do nosso sentido é daqueles que viverá para sempre.

9 comentários:

Angel in the dark disse...

Parecia que estava lendo a minha própria peça de treatro, aquela em que as cenas se sucedem e ainda não se fechou o pano, faltando os aplausos...
Excelente texto!

Beijos de bom fim de semana

Secreta disse...

O amor , todo ele tem algo de louco. E o amor não se escolhe sentir ou não.
Por isso, o melhor a fazer é viver esse sentimento intensamente, sem o questionar demasiado.
Beijito.

DarkViolet disse...

O vento tem o prazer de levar a corrente para trilhos misteriosos, mas o secreto está muito das vezes em soltar a imaginação e ir. é engraçado esse M dessa mão. a minha mao tem um bem parecido apesar de aas linhas centrais do M serem mais prolongadas :D

Fátima Soares disse...

Olá minha doce amiga. Por motivos alheios á minha vontade tive de privatizer os meus blogues deixando só 3 activos. De há um tempo para cá alguém sistematicamente me quer prejudicar e eu cansei-me. Como sei que és minha amiga vinha avisar-te que por favor se me quiseres continuar a comentar vou agradecer-te o carinho, e ficarei muito feliz, compreendenmdo também que não o queiras fazer. Mas caso queiras amiga terás de o fazer no blog Poemas da Bruma porque os outros não vou fazer convites a ninguém nem vou lá escrtever mais por agora. Um grande beijinho peço muita desculpa. Tudo de bom para ti! Desculpa sim?

Alguém... disse...

Quando é amor, viverá eternamente em nossos corações.

Beijinho*

Ariana disse...

Não escolhemos amar ou não, simplesmente acontece e quando percebemos ja estamos amando demais!

Que texto lindo!

Beijos

Alguém... disse...

Venho desejar um fim de semana cheio de alegria, e agradecer de coração as sempre palavras boas que me deixas.
Beijinho grande*

Marta Vasil disse...

O vento, ainda que sopre em brisa, é arruaceiro do coração, como escrevi há tempos atrás num dos meus registos. Ele leva e traz, ora numa dança de seda, ora de cardos. Acontece assim, muitas vezes, com o amor e nós consciente ou inconscientemente deixamo-nos entrar nessa dança. E não será bom viver essa dança até que a música que sopra do vento se esfume?
Beijinho

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Fatima,

Esse seu texto ficou visceral, entranhado de sensibilidade, perfeito.

Beijo imenso, menina linda.

Rebeca

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